Justiça do Trabalho entende que demitir alguém pelo candidato em que votou, pelo partido que apoia ou pelas ideias que defende é discriminaçãoJustiça do Trabalho entende que demitir alguém pelo candidato em que votou, pelo partido que apoia ou pelas ideias que defende é discriminação — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Após uma deputada incentivar empresários a demitir funcionários por causa da escolha política, a Justiça do Trabalho determinou que a parlamentar parasse de fazer publicações que estimulem esse tipo de atitude. O caso trouxe de volta uma dúvida comum: o patrão pode mandar alguém embora por causa do voto? Advogados esclarecem que quem passa por isso tem direito a indenização e, em alguns casos, a voltar ao emprego. O advogado Carlos Cezar Júnior, especialista em Direito Trabalhista, Empresarial e do Consumidor, explica que, pela Constituição, ninguém pode perder direitos por causa de convicção política. Links patrocinadosInfluenciadora viraliza ao explicar por que ‘demitiu’ cliente e devolveu Pix de R$ 10 milEle lembra que a Lei 9.029, de 1995, proíbe práticas discriminatórias para manter alguém no emprego. O Brasil também adotou uma convenção da Organização Internacional do Trabalho que inclui a opinião política entre as discriminações proibidas no trabalho. Segundo o especialista, a Justiça do Trabalho entende que mandar alguém embora pelo candidato em que votou, pelo partido que apoia ou pelas ideias que defende é discriminação. — O que ela (a empresa) não pode é usar a demissão como punição por uma escolha política — diz Carlos Cezar. A linha que separa a demissão permitida da discriminação, segundo o advogado, está entre o que a pessoa pensa e o que ela faz. — Votar em quem quiser, apoiar um candidato, usar adesivo no carro ou publicar a favor ou contra alguém nas redes não justifica demissão. A situação muda quando o empregado usa a política para ofender colegas, clientes, gestores, ameaça alguém, compartilha discurso de ódio, incita violência, faz campanha durante o expediente ou envolve o nome e o uniforme da empresa na militância — afirma Carlos Cezar, que acrescenta: — Nesses casos a empresa não está punindo o que a pessoa pensa, está punindo o que ela fez. Isso ao meu ver pode justificar advertência, demissão e, nos casos graves, justa causa. Como provarDificilmente a empresa vai escrever na carta que o motivo foi político, diz Carlos Cezar. Por saber disso, a Justiça aceita um conjunto de indícios: mensagens, e-mails e áudios de chefes comentando a posição política do funcionário pesam bastante, assim como testemunhas que ouviram esses comentários e o momento da demissão. Um funcionário elogiado, com bom histórico, mandado embora dois dias depois de uma discussão sobre eleição, sem razão técnica ou financeira, levanta suspeita, afirma o advogado. O mesmo acontece quando várias pessoas com o mesmo perfil político são demitidas na mesma semana. Segundo ele, a gravação de uma conversa feita pelo próprio trabalhador, da qual ele participou, em regra é aceita. O professor de Direito do Trabalho da Estácio Jamil Rangel acrescenta que o patrão não precisa admitir o motivo para que a prova exista: — A prova pode ser direta ou por meio de atos em processo como testemunhal, perícia de equipamento eletrônico. Não é indispensável que o empregador confesse expressamente que dispensou o trabalhador por sua opinião política. Carlos Cezar acrescenta que, quando os indícios são fortes, o juiz pode passar para a empresa o dever de provar que demitiu por outro motivo. O que fazer logo depoisApós ser demitido por preferências políticas, o primeiro passo é registrar tudo enquanto a lembrança está fresca, orienta Carlos Cezar. — A primeira coisa é anotar tudo enquanto a memória está fresca: data, horário, local, quem estava presente e o que foi dito, com as palavras exatas, se possível — diz. Em seguida, vem a preservação das provas. — A providência mais importante é preservar as provas antes que contas corporativas, mensagens ou acessos sejam bloqueados — afirma Rangel. Na hora do desligamento, o cuidado é com o que se assina. Segundo Carlos Cezar, o trabalhador não deve assinar pedido de demissão, acordo de desligamento ou qualquer papel que diga que saiu por vontade própria ou por um motivo que não é o verdadeiro. Mas receber as verbas não significa abrir mão de reclamar depois. — Assinar o termo de rescisão para receber as verbas não impede de questionar a demissão depois — afirma o especialista. Ele pede atenção a duas atitudes que podem prejudicar o próprio empregado: atacar a empresa ou o chefe nas redes no calor do momento e levar documentos sigilosos da empresa achando que vão servir de prova. O prazo para ir à Justiça do Trabalho é de até dois anos depois do fim do contrato, e o aviso prévio entra na conta. Rangel confirma a regra, que está no artigo 7º da Constituição, e acrescenta que, em regra, podem ser cobrados os direitos dos últimos cinco anos. Quem quer voltar ao emprego, porém, não deve deixar para depois. — Quanto mais o tempo passa, mais difícil fica justificar a reintegração e mais as provas se perdem: a testemunha muda de emprego, a mensagem some, a lembrança falha — diz Carlos Cezar. O que o trabalhador pode receberSe a demissão foi sem justa causa, as verbas da rescisão são devidas normalmente. Se a Justiça reconhecer que a dispensa foi discriminatória, entra em cena a Lei 9.029, explica Carlos Cezar: — A Lei 9.029 dá ao trabalhador duas opções: voltar ao emprego, recebendo todos os salários do período em que ficou fora, ou não voltar e receber em dobro a remuneração desse período. Nos dois casos, cabe ainda indenização por danos morais. O valor varia conforme a gravidade, a exposição e o porte da empresa. Humilhação ou perseguição antes da demissão também entram na conta. De acordo com o advogado, a volta ao emprego costuma ser concedida quando a prova é clara e, se for muito forte, pode ser pedida em caráter de urgência, logo no início do processo. Mas nem sempre é
Receita Federal realiza julgamento conjunto de mais de 15 mil processos tributários
Iniciativa utiliza tecnologia para organizar demandas repetitivas; contadores devem acompanhar a formalização dos acórdãos e possíveis reflexos para seus clientes. 21/10/2026 09:30Atualizado há 6 dias Foto: sijoyrareedit / Magnific (Freepik) A Receita Federal realizou o julgamento conjunto de mais de 15 mil processos administrativos fiscais que envolviam a mesma questão jurídica. A medida inédita busca acelerar a análise de casos semelhantes, reduzir o tempo de tramitação e garantir maior uniformidade nas decisões do contencioso administrativo tributário. A iniciativa utiliza recursos tecnológicos e análise de dados para identificar processos com características comuns e permitir que sejam tratados em larga escala. Com o modelo, a expectativa é tornar as decisões mais rápidas para os contribuintes, mantendo a qualidade técnica e a segurança jurídica. Tecnologia permite identificar processos com questões semelhantes Para viabilizar os julgamentos conjuntos, a Coordenação-Geral de Arrecadação e Direito Creditório (Codar) desenvolveu uma ferramenta capaz de localizar e organizar grandes volumes de processos repetitivos. A tecnologia permitiu identificar milhares de casos que tratavam de questões jurídicas equivalentes, possibilitando a adoção de uma estratégia de julgamento em escala. O desenvolvimento do projeto contou com a colaboração da Receita Federal e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Os trabalhos reuniram profissionais das áreas de contencioso, arrecadação e gestão de processos da Delegacia de Julgamento de Florianópolis (DRJ09), além de julgadores e presidentes de turmas de diferentes Delegacias de Julgamento. A sessão que consolidou o novo modelo operacional foi conduzida pela 15ª Turma da DRJ09. A experiência combina tecnologia, análise de dados e integração entre equipes para ampliar a capacidade de processamento dos casos administrativos tributários. Próximas etapas incluem formalização das decisões Após a conclusão dos julgamentos, os trabalhos seguem para a formalização dos acórdãos e a comunicação dos resultados aos contribuintes. Essas etapas permitirão oficializar as decisões e informar os interessados sobre os desfechos dos processos. O modelo representa uma mudança na forma de administrar demandas tributárias repetitivas, com o uso de ferramentas tecnológicas para otimizar procedimentos e dar maior agilidade à análise de casos semelhantes. A Receita Federal espera que a iniciativa contribua para diminuir o tempo necessário ao julgamento dos processos administrativos fiscais, proporcionando respostas mais rápidas aos contribuintes e ampliando a eficiência da administração tributária. Julgamentos podem interessar a contadores que acompanham processos fiscais A iniciativa da Receita Federal também é relevante para profissionais da contabilidade que atuam com consultoria tributária e acompanham processos administrativos fiscais de empresas. O julgamento conjunto de casos com a mesma questão jurídica pode facilitar o acompanhamento de demandas semelhantes, especialmente quando os contribuintes possuem discussões fiscais em andamento. Para os contadores, é importante verificar se os processos de seus clientes estão entre os casos analisados e acompanhar a divulgação dos acórdãos. Esses documentos permitirão conhecer os fundamentos e os resultados das decisões tomadas pela Administração Tributária. A partir dessas informações, os profissionais poderão avaliar eventuais reflexos na situação tributária dos clientes e identificar a necessidade de orientações ou providências relacionadas aos processos. A análise, no entanto, depende do conteúdo de cada decisão e das particularidades de cada caso. Como a Receita Federal ainda prevê a formalização dos acórdãos e a comunicação aos contribuintes, não há informações suficientes para afirmar quais empresas serão beneficiadas ou quais serão os efeitos práticos dos julgamentos. Por isso, o acompanhamento das próximas etapas é importante para que os profissionais contábeis avaliem possíveis impactos sobre as demandas fiscais que assessoram.
Esta pergunta com 5 palavras pode salvar suas relações no trabalho, diz especialista
Uma reflexão rápida pode evitar atitudes impulsivas no dia a dia profissional. Entenda Por Redação Controlar o impulso de falar ou agir no calor do momento é um dos maiores desafios dentro das empresas e na vida pessoal. Para evitar o arrependimento por atitudes impensadas, o especialista em inteligência emocional Justin Bariso compartilhou, em sua coluna no site Inc.com, uma estratégia direta e eficiente: adotar uma pergunta de apenas cinco palavras antes de qualquer reação. “Quais são meus objetivos aqui?”, recomenda Bariso. Segundo o colunista, recorrer a essa reflexão no instante da tensão obriga o cérebro a desacelerar, trazendo de volta o pensamento racional quando as emoções ameaçam assumir o controle. O especialista explica que reagir sem pensar é um comportamento automático frequente, classificado pela psicóloga e professora da Universidade de Harvard Ellen Langer como uma reação “inconsciente”. Quando a pessoa é dominada pela irritação ou pela ansiedade, tende a focar apenas no alívio imediato da frustração, ignorando o impacto futuro. Na avaliação de Bariso, fazer a pergunta de cinco palavras quebra esse ciclo e incentiva uma atitude consciente. “Isso ajuda a evitar o arrependimento posterior, quando percebemos que nossas palavras e ações emocionais nos impediram de alcançar uma meta”, destaca. Ele cita um exemplo corriqueiro do ambiente corporativo: quando um colega se recusa a colaborar em uma tarefa, a resposta instintiva costuma ser o confronto ou a agressividade. No entanto, essa atitude afasta o outro e reduz as chances de obter apoio. Por outro lado, ao manter a calma e buscar uma abordagem compreensiva, aumentam as possibilidades de cooperação — e, acima de tudo, preserva-se a relação no longo prazo. A ‘Regra das 3 Perguntas’ Além do questionamento principal, Bariso resgata outra técnica para conter o impulso de falar antes da hora: a “Regra das 3 Perguntas”, popularizada pelo comediante Craig Ferguson. Antes de fazer uma crítica ou comentário em uma reunião, Ferguson sugere passar a fala por três filtros consecutivos: Para o colunista do Inc.com, ferramentas simples como essas funcionam como freios práticos no cotidiano das empresas. Saber o momento exato de recuar ou escolher as palavras certas não apenas previne conflitos desnecessários, mas é uma marca consistente de quem desenvolve inteligência emocional nos negócios.
7 decisões que o empresário não deveria deixar só para o contador
Contador é parceiro, mas a estratégia final está nas mãos do empreendedor. O contador exerce papel importante na organização financeira, tributária e contábil de uma empresa, mas algumas decisões precisam continuar nas mãos do empresário. Escolhas relacionadas a clientes, preços, contratações, processos e estratégia dependem também do conhecimento que o dono tem sobre a operação e os objetivos do negócio. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) também destaca que o contador pode atuar como parceiro estratégico dos pequenos negócios, fornecendo informações financeiras e análises para apoiar decisões. Isso, porém, não significa substituir o empresário na gestão da empresa. 1. Separar o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal A mistura entre as finanças pessoais e empresariais dificulta a identificação do lucro, do fluxo de caixa e da capacidade de investimento do negócio. O Sebrae recomenda que o empreendedor mantenha separadas as contas da pessoa física e da pessoa jurídica. O controle permite conhecer com maior precisão as entradas e saídas da empresa e tomar decisões com base na realidade financeira do negócio. O contador pode orientar sobre a organização contábil e tributária, mas cabe ao empresário estabelecer essa disciplina financeira no dia a dia. 2. Criar controles financeiros antes de o negócio evoluir Planilhas improvisadas ou informações espalhadas podem até funcionar quando a operação é pequena, mas tendem a dificultar a gestão conforme o volume de vendas e despesas aumenta. O fluxo de caixa permite acompanhar recebimentos, pagamentos e compromissos futuros. Segundo o Sebrae, a ferramenta ajuda o empresário a antecipar decisões, planejar investimentos, avaliar a necessidade de crédito e negociar prazos com fornecedores. Por isso, o empresário não deve esperar uma crise de caixa para começar a acompanhar os números. 3. Contratar antes de a equipe chegar ao limite Outro ponto é a contratação de funcionários. Esperar que a equipe esteja completamente sobrecarregada pode reduzir o tempo disponível para selecionar, treinar e integrar um novo profissional. Por outro lado, contratar antes de existir demanda suficiente também gera custos. A decisão exige que o empresário acompanhe a operação e avalie produtividade, demanda e capacidade financeira. 4. Encerrar a relação com clientes que não são rentáveis Nem todo cliente representa um bom negócio. Alguns podem exigir descontos frequentes, atrasar pagamentos, consumir tempo da equipe ou gerar margens muito baixas, que comprometem a rentabilidade. O contador pode ajudar a identificar custos, margens e impactos financeiros, mas a decisão comercial depende do empresário, que precisa avaliar a relação com o cliente e os objetivos da empresa. 5. Padronizar processos ou criar automações Em empresas pequenas, é comum que informações e procedimentos fiquem concentrados no fundador. O problema aparece quando o negócio cresce e outras pessoas precisam executar as mesmas atividades. A falta de processos documentados pode gerar erros, diferenças na qualidade do atendimento e dependência excessiva de uma única pessoa. A padronização ajuda a preservar conhecimento e facilitar a expansão. 6. Reajustar preços A definição de preços também não deve ser tratada apenas como uma questão contábil. O empresário precisa acompanhar custos, concorrência, percepção de valor e comportamento dos clientes. O Sebrae destaca que a formação de preços precisa considerar os custos do negócio e ser suficiente para recuperar os gastos e manter a rentabilidade da empresa. Adiar reajustes por muito tempo pode reduzir as margens e fazer com que uma correção futura seja maior. 7. Deixar de centralizar todas as decisões No início da empresa, é comum que o dono participe de praticamente todas as atividades. Conforme a operação cresce, porém, a centralização pode se transformar em um obstáculo. Se clientes, fornecedores e funcionários precisam constantemente da aprovação do empresário, a capacidade de crescimento fica limitada pela disponibilidade de uma única pessoa. Delegar atividades e responsabilidades permite que o empresário concentre esforços em decisões estratégicas. O contador pode contribuir com informações e análises, mas a definição de prioridades, clientes, investimentos e modelo de gestão continua sendo uma responsabilidade do empreendedor. Contador deve ser parceiro da gestão As sete decisões mostram que o papel do contador não se limita ao cumprimento de obrigações. O CFC destaca a importância da atuação consultiva do profissional da contabilidade junto às micro e pequenas empresas, inclusive no apoio à gestão, à análise financeira e ao planejamento. Ao mesmo tempo, informações contábeis só produzem resultados quando são utilizadas pelo empresário na gestão. O Sebrae ressalta que o controle financeiro oferece uma visão do presente e do futuro da empresa e fornece subsídios para decisões como investimentos, crédito e negociação com fornecedores. Assim, a relação entre empresário e contador tende a ser mais eficiente quando o profissional contábil fornece dados, análises e orientação técnica, enquanto o empresário participa das decisões que envolvem a operação, os clientes, a equipe e a estratégia do negócio. Com informações do CFC e Sebrae
As empresas ainda não entenderam por que as pessoas estão indo embora
Liderança, desenvolvimento profissional e propósito estão cada vez mais relacionados à capacidade das empresas de reter talentos. Durante muito tempo, quando um profissional deixava uma empresa, a explicação mais comum era simples: recebeu uma proposta melhor. Salário, benefícios e estabilidade continuam sendo fatores importantes, mas o relacionamento entre profissionais e empresas está mudando. Hoje, a decisão de permanecer em uma organização envolve também a qualidade da liderança, as oportunidades de crescimento, a autonomia e a percepção de que o trabalho possui significado. Um levantamento citado pela Você RH, com base no relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, aponta que apenas 20% dos trabalhadores no mundo estão engajados. O relatório estima ainda que a redução do engajamento representou cerca de US$ 10 trilhões em perda de produtividade para a economia global em 2025. Salário é importante, mas não explica tudo Uma remuneração competitiva pode ajudar uma empresa a atrair e manter profissionais. Entretanto, aumentar o salário não necessariamente resolve problemas relacionados à liderança, ao ambiente de trabalho ou à falta de perspectiva profissional. Quando o funcionário não percebe possibilidade de desenvolvimento, não confia em sua liderança ou não consegue enxergar sentido no que faz, uma proposta financeira pode deixar de ser suficiente para mantê-lo. Por isso, empresas que enfrentam alta rotatividade precisam olhar além dos indicadores de contratação e desligamento. A liderança influencia diretamente a experiência do profissional O gestor é uma das principais conexões entre a empresa e seus colaboradores. É por meio da liderança que decisões estratégicas se transformam em práticas cotidianas. A forma como um gestor comunica objetivos, oferece feedback, reconhece resultados, distribui responsabilidades e conduz conflitos interfere diretamente na experiência da equipe. Uma empresa pode ter excelentes políticas de RH no papel e, ainda assim, enfrentar dificuldades de retenção se a experiência diária dos colaboradores não estiver alinhada a essas propostas. Desenvolvimento também faz parte da retenção Profissionais querem perceber que estão evoluindo. Treinamentos, novas responsabilidades, planos de carreira, projetos desafiadores e oportunidades de aprendizado ajudam a construir essa percepção. Quando o colaborador sente que passou meses ou anos executando as mesmas tarefas sem perspectiva de crescimento, aumenta a possibilidade de começar a procurar alternativas no mercado. Por isso, desenvolvimento profissional não deve ser visto apenas como benefício oferecido pelo RH. É também uma estratégia de negócio. Propósito precisa sair do discurso Outro ponto importante é o propósito. Não basta uma empresa apresentar uma missão inspiradora em seu site ou em uma apresentação institucional. Para ter significado, o propósito precisa aparecer nas decisões, na cultura e na forma como as pessoas trabalham. O profissional precisa conseguir responder a uma pergunta simples: “Por que vale a pena continuar construindo minha carreira aqui?” Quando existe coerência entre aquilo que a empresa diz e aquilo que ela pratica, torna-se mais fácil criar identificação e pertencimento. A pergunta que as empresas deveriam fazer Em vez de perguntar somente: “Por que nosso funcionário foi embora?” Talvez seja mais produtivo perguntar: “O que estamos fazendo para que ele queira continuar aqui?” Essa mudança de perspectiva pode transformar a maneira como as empresas trabalham a retenção de talentos. Reter pessoas não significa impedir que alguém deixe a organização. Significa construir condições para que profissionais competentes encontrem motivos para permanecer, crescer e contribuir. Liderança, desenvolvimento, autonomia, confiança e propósito não substituem uma boa remuneração. Eles complementam uma proposta de valor capaz de fortalecer a relação entre empresa e profissionais. Para as empresas, compreender essa mudança é também compreender que gestão de pessoas deixou de ser apenas uma questão de RH e passou a fazer parte da estratégia do negócio. Fonte de referência: João Roncati, Você RH, “As empresas ainda não entenderam por que as pessoas estão indo embora”, publicado em 6/9/2026. As empresas ainda não entenderam por que as pessoas estão indo embora Entenda como liderança, desenvolvimento, autonomia e propósito influenciam a retenção de talentos e o relacionamento entre empresas e profissionais. empresas-retencao-de-talentos-lideranca-desenvolvimento-proposito
Simples Nacional 2027: prazo para opção pelo regime entra na reta final
Empreendedores têm até 30 de setembro para solicitar a adesão ao regime tributário simplificado ou escolher a forma de recolhimento dos novos impostos CBS e IBS Termina na próxima quarta-feira (30/9) o prazo para que as empresas formalizem a solicitação de opção pelo Simples Nacional referente ao ano-calendário de 2027. O processo deve ser realizado pelo Portal do Simples Nacional ou via e-CAC. Os efeitos da escolha entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro. A data limite destina-se às empresas constituídas que ainda não ingressaram no regime simplificado, às empresas excluídas ao longo de 2026 e aos novos negócios abertos no mês de setembro que não efetuaram a opção no ato da inscrição do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O mesmo prazo deve ser observado pelas empresas já optantes do Simples Nacional que desejarem recolher a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) pelo regime regular, de forma segregada do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). As empresas atualmente enquadradas no regime que pretendem manter a arrecadação unificada de todos os tributos no DAS não precisam realizar nenhuma manifestação. Leia também: Decoradora erra tema de festa de 1 ano e ‘reação’ de mãe viraliza | Redes sociais | PEGN No novo Nissan Kait, cabem todos os seus planos.Nissan| Links patrocinados Cliente devolve vestido de festa e descobre na loja que gato estava dentro; veja o vídeo Com a inclusão da CBS e do IBS na regulamentação do Simples Nacional pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), os contribuintes passam a contar com a opção do chamado Simples Híbrido. Nessa modalidade, a empresa mantém a tributação simplificada para impostos e contribuições como IRPJ, CSLL e contribuição previdenciária, mas apura o IBS e a CBS pelas regras do regime regular de débito e crédito. Essa alternativa atende prioritariamente a operações entre empresas (B2B), nas quais a transferência e o aproveitamento de créditos tributários afetam a negociação comercial. A escolha realizada em setembro pelo regime regular de CBS e IBS valerá para o primeiro semestre de 2027. Para o segundo semestre, haverá uma nova janela de opção no mês de março de 2027. Para os negócios em início de atividade, a manifestação de adesão ao Simples Nacional ocorre de forma integrada no Módulo de Administração Tributária (MAT) da Redesim durante a solicitação do CNPJ, gerando efeitos a partir da data de abertura. Diferentemente das empresas já constituídas, a opção em início de atividade efetuada pelo MAT não admite cancelamento. Segundo a Receita Federal, foram registradas 181.172 solicitações de opção pelo Simples Nacional e 165.034 pedidos para apuração e recolhimento da CBS e do IBS pelo regime regular até a última sexta-feira (18/9). Do total de solicitações para ingresso no Simples Nacional, 61.623 foram deferidas e 119.549 foram indeferidas. O órgão informou que os contribuintes que tiveram seus pedidos indeferidos encontram-se dentro do prazo legal de 30 dias para regularizar as pendências. No caso do Microempreendedor Individual (MEI), o procedimento de enquadramento no Simei permanece no mês de janeiro de 2027, até o dia 29. A solicitação no Simei gera automaticamente o pedido de opção pelo Simples Nacional para quem ainda não é optante. Ao confirmar o pedido no portal, o sistema realiza uma verificação automática de pendências fiscais junto à Receita Federal, Estados e Municípios. Caso sejam identificadas irregularidades, são emitidos os Termos de Indeferimento (TI). O contribuinte dispõe do prazo de 30 dias corridos a contar da ciência do termo para sanar os débitos, ou de 20 dias úteis para contestar o indeferimento junto à Receita Federal. A solicitação de opção ou do regime regular de IBS e CBS pode ser cancelada no portal até o dia 30 de novembro de 2026 em caráter irretratável.
Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho: Desafios e Oportunidades
O Cenário Atual Um levantamento inédito da startup Egalite revela dados preocupantes sobre a inclusão de pessoas com deficiência (PcDs) no mercado de trabalho brasileiro. Analisando 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas, a pesquisa aponta que apenas 1,5% das vagas destinadas a PcDs oferecem posições técnicas e gerenciais. Em contrapartida, 98,5% das oportunidades são para posições operacionais, criando uma pirâmide invertida de oportunidades para esses profissionais. A Contradição Entre Oferta e Demanda Um dado particularmente interessante emerge da pesquisa: 31% de todas as candidaturas espontâneas de PcDs são direcionadas para posições gerenciais e técnicas. Isso demonstra que existe interesse e qualificação entre esses profissionais, mas faltam oportunidades reais de crescimento. Djalma Scartezini, CEO da Rede Empresarial de Inclusão Social e fundador da Egalite, reconhece essa lacuna: “Eu sendo um executivo com deficiência também não estou contente de ver poucos pares com deficiência em cargos de direção”. Avanços Positivos Nem tudo são desafios. A pesquisa também destaca progressos significativos: Barreiras Além das Vagas Questão Salarial A pesquisa revela que a pretensão salarial mediana de candidatos PcDs é de R$ 1.450, valor abaixo do salário mínimo vigente (R$ 1.621). Isso indica que muitos profissionais chegam aos processos seletivos cobrando menos do que têm direito. Frequentemente, as próprias vagas oferecidas a PcDs já são disponibilizadas com remuneração reduzida em relação aos parâmetros de mercado, perpetuando um ciclo de desvalorização. O Retrocesso do Home Office Uma barreira preocupante é o recuo de postos de trabalho no modelo remoto. O percentual de vagas remotas e híbridas caiu drasticamente de 28,4% em 2024 para apenas 0,8% em 2026. Para pessoas com deficiência física, o trabalho remoto remove barreiras cruciais de mobilidade urbana e transporte público inacessível. Para profissionais neurodivergentes, o ambiente doméstico funciona como um regulador sensorial, permitindo melhor gestão de estímulos e diminuição da sobrecarga social. O Caminho Adiante Embora o cenário apresente desafios significativos, há sinais de progresso. O reconhecimento dessas barreiras por líderes empresariais e a disposição de organizações em ir além das cotas legais são passos importantes. A inclusão genuína de PcDs no mercado de trabalho não se limita ao cumprimento de cotas, mas envolve: O mercado de trabalho inclusivo não é apenas uma questão de justiça social – é também uma oportunidade de negócio que amplia o talento disponível e fortalece as organizações.
✨📊 22 de setembro | Dia do Contador
📊✨Hoje celebramos os profissionais que vão muito além dos números: transformam dados em estratégias e contribuem para o crescimento das empresas e da sociedade. Parabéns a todos os contadores que fazem a diferença todos os dias!
MEI: Erros financeiros que podem causar exclusão! A falta de organização financeira pode levar à exclusão do Microempreendedor Individual (MEI).
Para evitar problemas, fique atento a: Baixar Relatório Mensal de Receitas Brutas (MEI) Iniciar Avaliação:4.4(472) ImprimirCompartilhe: Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe no LinkedinCompartilhar essa página Última Modificação: 06/02/2026
20 franquias baratas para trabalhar em casa, a partir de R$ 2 mil
De alimentação a limpeza, veja ideias de negócios para empreender em modelo home office Ganhar dinheiro sem sair de casa é sonho de muitas pessoas. Segundo o Panorama de Empregabilidade 2025, realizado pela Sólides em parceria com a Offerwise, o home office está entre os modelos de trabalho preferidos dos brasileiros, sendo apontado como o ideal por 29% das pessoas, atrás apenas do modelo híbrido (favorito de 48%). Para além das vagas de emprego em regime de trabalho à distância, um caminho para tornar este desejo realidade é o empreendedorismo. Para quem pensa em ter o próprio negócio dentro de casa, mas não sabe como idealizar uma empresa do zero, um dos caminhos são as franquias. No franchising, redes de diferentes segmentos oferecerem modelos em que os franqueados podem trabalhar em home office. Nestes formatos, muitas opções se enquadram nas chamadas microfranquias, ou franquias baratas, com investimento inicial de até R$ 135 mil, segundo parâmetros estabelecidos pela associação Brasileira de Franchising (ABF). Leia também: Entregador descobre que encomenda é presente para ex-namorada e reação viraliza No RD Você conecta marketing, vendas e atendimento.RD Station| Links patrocinados Mulher é demitida no segundo dia de trabalho e justificativa da empresa divide internet; especialista comenta | Redes sociais | PEGN Nesta matéria, você verá informações sobre as seguintes marcas: Ainda que o modelo home office traga algumas comodidades, antes de abrir uma franquia é essencial que o empreendedor esteja ciente da responsabilidade que vem com o negócio e entenda se o formato faz sentido para o seu próprio perfil. Para Jorge Valdez, CEO do Instituto de Franching, consultoria de franquias associada à ABF, quem gere um negócio dentro de casa deve apresentar um perfil sistemático e disciplinado. Além disso, é importante que o empreendedor domine as habilidade e competências exigidas no dia a dia da empresa, já que, muitas vezes, o próprio investidor se torna o principal responsável pela operação da unidade. Por isso, antes de fazer o investimento, Valdez indica que o potencial franqueado faça um trabalho de autorreflexão. Entre as questões que devem ser consideradas para saber se o perfil condiz com o modelo de negócio está o potencial de autonomia e autocontrole do empreendedor. Com a jornada de trabalho na próprias mãos, é importante que o franqueado consiga dedicar ao trabalho exatamente o tempo que a atividade exige, evitando distrações na casa ou jornadas de trabalho exaustivas. Além disso, o especialista afirma que é essencial dispor de local e condições de trabalho adequados, o que inclui um lugar silencioso, organizado e com boa conexão de internet. Outro aspecto que não pode ser desconsiderado é o investimento inicial. Mesmo com opções com aportes iniciais reduzidos, o interessado em uma microfranquia deve fazer uma análise detalhada sobre o negócio. Além do valor de investimento inicial indicado pela franqueado, Valdez afirma que “custos ocultos” devem ser considerados, como taxas, investimento em marketing ou ferramentas obrigatórias para a operação. A seguir, confira 20 franquias para trabalhar de casa. Todas as informações foram cedidas pelas próprias redes. As marcas estão listadas do menor para o maior valor: Franquias baratas: 1. Tcharge Rede de franquias especializada em infraestrutura para recarga de veículos elétricos e gestão de energia, atualmente com 45 unidades, das quais 19 são lojas físicas de eletropostos e 26 no modelo home based. No formato de trabalho à distância, os franqueados atuam na distribuição e na revenda de equipamentos de recarga para veículos elétricos. 2. Mr. Fit Rede pioneira no conceito de fast-food saudável no Brasil, com refeições, sanduíches e sucos funcionais no cardápio. Os franqueados podem atuar em home office, sendo responsáveis por gerenciar as entregas dos produtos de casa. A implantação é realizada em até 20 dias. 3. 3, 2, 1 GO! Rede de franquias especializada em experiências de viagens personalizadas para destinos nacionais e internacionais. Com modelo home office e franqueados dentro e fora do Brasil, com presença no Canadá, Estados Unidos e Europa, a 3, 2, 1 GO! atua desde a emissão de visto e seguro viagem, até passagem aérea e hospedagem. 4. Tratabem Microfranquia da rede iGUi especializada em tratamento, manutenção e assistência técnica de piscinas, oferecendo também serviços para spas, saunas e hidromassagens, além da comercialização de produtos e acessórios. Criada em 2012, a marca conta atualmente com mais de 180 unidades distribuídas pelo Brasil. 5. Azul Empréstimo Fundada em 2010, a Azul Empréstimo é uma rede de franquias especializada em crédito consignado, pessoal, financiamento, consórcios e seguros. 6. Vazoli Soluções Financeiras Criada na cidade de Severínia/SP, a rede atua no ramo de empréstimos consignados e seguros em geral. Com 100 unidades no Brasil, está presente em mais de 20 estados. 7. Doutor Sofá Rede especializada em limpeza de estofados em geral. Nasceu em Joinville (SC) e atualmente está em 25 estados, além do Distrito Federal No exterior, opera em países como Portugal, Espanha , Estados Unidos , Paraguai, Uruguai e Inglaterra. 8. Decor Colors A rede atua no mercado de tintas especiais e revestimentos premium, com soluções voltadas para reformas, decoração e transformação de ambientes. A marca conta com investimento de João Appolinário, presidente e fundador da Polishop. No modelo home based, o franqueado tem autonomia para organizar a própria agenda e conciliar a operação da franquia com outras atividades profissionais. 9. Mary Help Fundada em 2011, a rede atua no agenciamento de diaristas e mensalistas. Com mais de 10 mil profissionais cadastradas, a empresa registra cerca de 700 mil atendimentos por ano. 10. Le Petit Macarons A Le Petit Macarons é a uma boutique brasileira especializada no doce francês. No cardápio, são 30 sabores diferentes, além de cafés e chás importados. O modelo home office é o formato mais enxuto oferecido pela rede, ideal para quem quer trabalhar de casa, conciliando o negócio com outras atividades. Os produtos e embalagens são recebidos em casa e os franqueados ficam responsáveis por distribuir os pedidos por aplicativos de delivery. 11. Seguralta Rede de franquias de seguros com mais de 2 mil unidades em operação nos modelos home, office, basic