Proposta prevê idade mínima de 67 anos e mudanças no sistema de contribuições, mas ainda não foi transformada em lei. Uma nova Reforma da Previdência pode estar em discussão no Brasil, mas é importante destacar: a proposta ainda não é lei e não está em tramitação no Congresso. O estudo, liderado pelo economista Armínio Fraga, sugere mudanças como idade mínima de 67 anos para homens e mulheres, novas regras de contribuição e um mecanismo que poderia elevar a idade de aposentadoria conforme o aumento da expectativa de vida. Mas, afinal, o que está sendo proposto e como isso poderia afetar quem está perto de se aposentar? É o que você confere no nosso conteúdo especial.
Gestantes podem ter estabilidade ampliada em contratos!
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou o Projeto de Lei (PL) 3.522/2025, que amplia a estabilidade provisória para trabalhadoras gestantes em contratos intermitentes, temporários ou por prazo determinado. 🔒 A proteção vai desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto!
Reforma tributária: bens imóveis distintos
Novas repara contadores e empresas e o impacto para contadores e empresas no período de transição. Análise essencial sobre as mudanças e período de transição. A Reforma Tributária traz novas regras que podem afetar operações envolvendo bens imóveis e exigem atenção dos profissionais da área contábil. Neste episódio, Ricardo Rios explica os principais pontos relacionados ao tema e como as mudanças devem ser analisadas pelas empresas. Acompanhe os detalhes e entenda o que merece atenção durante o período de transição.A Receita Federal atualizou a agenda com prazos importantes para pagamento de tributos e entrega de declarações. Entre as principais obrigações estão: DCTFWeb, DeCripto, DITR, DME, DOI e o Simples Nacional. 🔍 Datas importantes: ⚠️ Empresas, fiquem atentas às datas de 20, 21, 25 e 30 de setembro!👉 Confira a agenda completa e organize-se:
Simples Nacional: micro e pequenas empresas ganham mais dois meses para adaptar NFS-e
Exigência foi prorrogada para 1º de novembro; medida dá mais tempo para adaptação de empresas e municípios Por Rafaela Souza Micro e pequenas empresas do Simples Nacional ganharam mais tempo para se adaptar à emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) pelo sistema nacional. O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) prorrogou de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026 o início da obrigatoriedade. A mudança consta da Resolução CGSN nº 191, publicada no Diário Oficial da União (DOU). Na prática, o novo prazo abre uma janela adicional para que municípios e prestadores de serviços ajustem sistemas, processos e rotinas antes da entrada em vigor do padrão nacional. Quem será obrigado a usar o sistema nacional A partir de 1º de novembro, a Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) optante pelo Simples Nacional deverá utilizar o Emissor Nacional da NFS-e. A emissão poderá ser feita pela versão web da plataforma ou por meio de Interface de Programação de Aplicativos (API).Play Video A regra também se aplica a empresas cuja opção pelo Simples Nacional esteja pendente ou em discussão administrativa ou judicial. O alcance inclui ainda contribuintes que estejam sob os efeitos de impedimento decorrente de excesso de receita bruta. O documento fiscal emitido pelo sistema nacional terá validade em todo o território brasileiro e servirá de fundamento para a constituição do crédito tributário. No entanto, a resolução ressalva que o modelo não deve ser utilizado em operações sujeitas exclusivamente à incidência do ICMS. Prazo maior exige preparação O adiamento dá aos contribuintes mais tempo para realizar ajustes e testar os procedimentos de emissão. Para os municípios, a mudança também envolve a atualização dos canais de atendimento e o reforço da comunicação com as empresas locais. A orientação é que as prefeituras estimulem a realização de testes de integração e emissão antes do novo prazo. A plataforma nacional oferece suporte por meio de suas ferramentas nas versões web e aplicativo móvel. Como os municípios acessarão as informações Os entes federados poderão consultar os dados das notas fiscais pela área restrita do Painel Municipal NFS-e ou por meio de ambiente compartilhado de dados, desde que atendidos os requisitos de segurança.
MEI ou ME? 7 sinais que indicam que é hora de mudar de regime em 2026
Depois de identificá-los, procurar orientação profissional é sempre o melhor caminho“Não quero mudar de MEI para microempresa porque isso vai custar muito mais”. Muitos empreendedores têm essa percepção de que a alteração no enquadramento da empresa pode gerar mais despesas e prejudicar os negócios. Não é bem assim. Flavio Silva, consultor de negócios do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) explica que a noção de que migrar de MEI (microempreendedor individual) para ME (microempresa) traz aumento de custos vem de uma visão equivocada sobre a forma de se pagar os tributos e quanto se paga. “O MEI tem um valor fixo mensal de tributo conforme o tipo de atividade exercida. Já a ME possui uma cobrança que varia conforme o faturamento da empresa e o valor pode ser maior do que aquele fixo cobrado quando se é MEI”, diz Silva. Ele esclarece que, embora o MEI possa ter o valor do tributo mais baixo, tem o limite de faturamento limitado. Isso significa que pode faturar, no máximo, R$ 81 mil por ano. “Se o faturamento é limitado, os ganhos do empreendedor também são”, afirma. Leia também:Entregador descobre que encomenda é presente para ex-namorada e reação viralizaComo criar uma loja virtual lucrativa em 2026. | Dona de pizzaria se irrita com clientes por causa de bolo de aniversário e vídeo gera polêmica nas redes O enquadramento como MEI é a porta de entrada para milhares de empreendedores no Brasil. Hoje, são cerca de 13 milhões ativos. O país registrou 1,59 milhão de novos microempreendedores individuais entre abril e janeiro deste ano, um crescimento de quase 15% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com levantamento do Sebrae. Segundo a instituição, eles representam por volta de 78% de todas as empresas abertas no Brasil. O MEI foi criado para facilitar a formalização de pequenos negócios, mas esse enquadramento não precisa e nem deve ser permanente. À medida que a empresa cresce, o regime pode começar a impor limitações que comprometem a expansão do negócio. Embora o limite anual de faturamento continue sendo o principal gatilho para o desenquadramento, especialistas afirmam que outros fatores merecem atenção, como a necessidade de contratar mais funcionários, buscar crédito, atender empresas maiores ou ampliar as atividades. Em 2026, esse planejamento ganha ainda mais importância com o início da transição da Reforma Tributária. “Com esse movimento, a análise sobre permanecer no MEI muda significativamente, porque ele não vai gerar créditos tributários para seus clientes, o que pode reduzir sua competitividade no mercado B2B. Esse é um bom período para avaliar se faz sentido continuar sendo MEI, aproveitando o início da implementação e de testes, sem mudanças imediatas na carga do regime”, explica Francisco Arrighi, contador e consultor tributário. MEI:Crédito para MEI: tudo o que você precisa saber antes de buscar dinheiro para o seu negócioAposentadoria do MEI: como funciona e quem tem direito?Gestão financeira do MEI: 5 práticas fundamentais para ter sucesso, segundo especialistas A seguir, veja indicações de que pode ter chegado a hora de migrar para microempresa: Silva acrescenta outra situação: quando o MEI deixa de cumprir suas obrigações de informar à Receita Federal a sua Declaração Anual de Faturamento ou deixa de pagar em dia o DAS (Documento de Arrecadação do Simples), chamado de “boleto do MEI” por um longo período. Além do aumento no faturamento, o grande potencial de novos contratos e a identificação de novas frentes de atuação são boas razões para procurar ajuda especializada e avaliar se é o momento de deixar de ser MEI para se tornar microempresa. “Especialistas podem auxiliar a fazer um planejamento ou modelagem do negócio considerando a nova situação; fazer transição junto a órgãos, como Receita Federal, Estadual e Municipal, Junta Comercial, Vigilância Sanitária, entre outros. Também podem contribuir para estabelecer uma nova forma de gestão financeira que deve incluir, minimamente, o uso de ferramentas como o fluxo de caixa (DRE – Demonstrativo de Resultado do Exercício), conhecimento sobre o ponto de equilíbrio, sobre a meta mensal e diária de vendas, sobre o pró-labore e a distribuição de eventuais lucros e sobre a técnica e a estratégia de formação de preço”, indica Silva, do Sebrae. O consultor tributário Arrighi concorda: “Buscar orientação profissional especializada é fundamental para avaliar se a manutenção do MEI ainda faz sentido e para identificar o momento certo para a migração. O crescimento deve ocorrer com planejamento tributário e segurança jurídica”.
Sobrecarga pré-trabalho: 5 hábitos que podem reduzir o estresse!
SOBRECARGA Sobrecarga pré-trabalho: 5 hábitos para começar o dia com menos estresse Método propõe mudanças simples na rotina antes do expediente para reduzir estímulos e criar uma transição gradual para o trabalho. 16/08/2026 12:00Atualizado há 21 horas Para muitos profissionais, o expediente começa antes mesmo do horário previsto. O hábito de verificar mensagens, e-mails e redes sociais logo ao acordar pode antecipar o contato com demandas profissionais e contribuir para uma sensação de cansaço antes do início da jornada. Esse comportamento é associado ao conceito de “sobrecarga pré-trabalho”, caracterizado pelo acúmulo de estímulos e preocupações antes do início das atividades profissionais. A discussão sobre o tema envolve principalmente a forma como os trabalhadores fazem a transição entre o período de descanso e o início do expediente. Em vez de estabelecer uma rotina matinal extensa, o especialista em carreira Jackson Parsons propõe o método P.A.U.S.E., formado por cinco práticas voltadas à redução de estímulos e à criação de uma transição gradual para o trabalho. O que é a sobrecarga pré-trabalho A chamada sobrecarga pré-trabalho ocorre quando preocupações profissionais e estímulos digitais começam a ocupar a atenção antes do expediente. Conferir a caixa de entrada ao acordar, responder mensagens e acompanhar notificações são exemplos de comportamentos que podem antecipar a exposição às demandas do trabalho. Esse contato imediato pode fazer com que o profissional passe do descanso para um estado de atenção às obrigações sem um período intermediário. No trabalho remoto e híbrido, essa transição pode ser ainda mais curta, já que o deslocamento entre casa e ambiente profissional deixa de existir. Para Jackson Parsons, a pressão por produtividade pode fazer com que trabalhadores iniciem o dia respondendo às demandas de outras pessoas antes de estabelecer suas próprias prioridades. A proposta do método P.A.U.S.E. é criar pequenas pausas antes do contato com as atividades profissionais, sem exigir mudanças extensas na rotina ou o acréscimo de tarefas complexas à manhã. Método P.A.U.S.E. propõe cinco mudanças A primeira recomendação é adiar o uso do celular após acordar. A ideia é evitar que e-mails, mensagens, notícias e redes sociais sejam os primeiros estímulos recebidos pelo profissional. Alongar-se, preparar o café ou simplesmente permanecer alguns minutos sem acessar o aparelho são alternativas apresentadas pelo especialista. A segunda prática consiste em postergar a consulta à caixa de entrada. O argumento é que os e-mails normalmente apresentam demandas definidas por outras pessoas e podem fazer com que o profissional comece o dia reagindo às prioridades alheias. A terceira orientação é reduzir a sensação de pressa durante a manhã. Pequenas mudanças, como tomar café sem consultar mensagens, ouvir música enquanto se arruma ou fazer uma caminhada curta, podem estabelecer um intervalo entre o despertar e o início das atividades profissionais. A quarta etapa envolve simplificar as tarefas do dia. Em vez de começar a manhã com uma lista extensa de pendências, a recomendação é identificar uma prioridade principal. A proposta busca facilitar a definição do que deve receber atenção primeiro e diminuir a percepção de que todas as tarefas possuem o mesmo grau de urgência. Transição gradual ajuda a separar casa e trabalho A última letra do método representa a entrada gradual no modo de trabalho. Para profissionais que atuam remotamente ou em regime híbrido, a ausência do deslocamento pode reduzir o intervalo entre o período pessoal e o expediente. Criar um ritual antes de começar as atividades profissionais pode funcionar como um marcador dessa mudança. Entre os exemplos citados estão caminhar, preparar um café, trocar de roupa, organizar a mesa ou ouvir um podcast. A ideia é estabelecer uma sequência de ações que anteceda o trabalho e ajude a criar uma separação entre os diferentes momentos do dia. Essa transição também pode ser incorporada à rotina sem exigir uma mudança significativa no horário de início do expediente. O objetivo é utilizar atividades que já façam parte da manhã como um limite entre o período pessoal e o profissional. Estresse profissional também está relacionado à rotina O texto-base cita pesquisas sobre a frequência do estresse entre trabalhadores. Um levantamento da Universidade Estadual de Ohio apontou que quase metade dos americanos vivencia estresse pelo menos uma vez por semana, enquanto um em cada seis relata essa experiência diariamente. Outra pesquisa mencionada, realizada pela Clarify Capital, indicou que 28% dos profissionais esgotados planejavam deixar seus empregos. Esses dados são apresentados no contexto da discussão sobre estresse profissional e mostram que a experiência de sobrecarga não está necessariamente restrita à quantidade de horas trabalhadas ou ao volume de tarefas. A forma como o profissional inicia o dia também pode influenciar sua percepção sobre as demandas que encontrará durante o expediente, segundo a abordagem apresentada pelo especialista. Pequenas mudanças podem fazer parte da rotina O método P.A.U.S.E. não tem como objetivo aumentar a produtividade ou preencher a manhã com novas atividades. A proposta é reduzir estímulos antes do expediente e estabelecer uma transição mais gradual para o trabalho. Para os profissionais, isso pode significar adiar o contato com mensagens, reduzir a quantidade de decisões logo ao acordar e definir uma prioridade antes de iniciar as demais tarefas. Para as empresas, a discussão amplia a atenção para o período que antecede o início formal da jornada, especialmente em equipes que trabalham remotamente ou em modelos híbridos. A proposta, portanto, concentra-se em pequenas mudanças na rotina, como criar alguns minutos sem notificações, organizar uma prioridade e estabelecer um ritual de transição antes de iniciar as atividades profissionais. Com informações Forbes.com
🚀 Pix deve ganhar novas funções!
BC prepara mudanças no Pix para reforçar segurança contra golpes Sistema movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025 e terá estudos sobre split tributário, Pix internacional, duplicatas e segurança. O Banco Central anunciou novas funcionalidades para o Pix nos próximos anos, como a cobrança híbrida e o uso para quitação de duplicatas. 💡 Em 2025, o volume movimentado pelo Pix alcançou R$ 35,36 trilhões, um crescimento de 33,6%!🔍 Além disso, estão em discussão medidas para melhorar a segurança e coibir o uso inadequado do campo de descrição das transferências. 👉 Fique por dentro das novidades e como elas podem impactar seu negócio: O Pix deve ganhar novas funcionalidades nos próximos anos, segundo o Banco Central (BC). Os dados fazem parte do Relatório de Gestão do Pix 2023–2025, divulgado pelo BC nesta segunda-feira (10), quando o sistema de pagamentos instantâneos completou cinco anos de operação. O volume financeiro movimentado pelo Pix em 2025 foi de R$ 35,36 trilhões, um crescimento de 33,6% em relação a 2024, quando as transações somaram R$ 26,46 trilhões. Além da evolução no uso da ferramenta, o Banco Central apresentou no relatório iniciativas em desenvolvimento e estudos que podem ampliar as possibilidades de utilização do sistema. Entre os projetos estão a cobrança híbrida, o uso do Pix para quitação de duplicatas, o chamado split tributário, relacionado à Reforma Tributária, e alternativas para utilização do Pix em operações internacionais e como instrumento de garantia. O BC também informou que discute medidas para coibir o uso inadequado do campo de descrição das transferências e trabalha na possível padronização dos alertas emitidos por instituições financeiras diante de transações consideradas suspeitas. Pix alcança R$ 35,36 trilhões em movimentações O resultado registrado em 2025 representa um novo recorde para o sistema de pagamentos instantâneos. Em comparação com o ano anterior, o valor movimentado aumentou R$ 8,9 trilhões. A evolução ocorre após a incorporação de diferentes modalidades ao ecossistema do Pix desde seu lançamento. Entre as funcionalidades implementadas ao longo dos anos estão o Pix Cobrança, Pix Saque, Pix Agendado e Pix por Aproximação. Para empresas, a ampliação das funcionalidades representa mudanças nas possibilidades de recebimento, cobrança e movimentação financeira por meio do sistema. O Pix já é utilizado em operações comerciais e pode ser integrado a diferentes processos de pagamento. A agenda apresentada pelo Banco Central indica que o desenvolvimento do sistema deve continuar nos próximos anos, com projetos voltados tanto à ampliação dos casos de uso quanto ao aprimoramento da segurança das transações. Quais novidades podem chegar ao Pix Entre as iniciativas em desenvolvimento está a cobrança híbrida, que combina elementos do Pix com mecanismos tradicionais de cobrança. O Banco Central também estuda a utilização do sistema para o pagamento de duplicatas. Outro projeto é o split tributário, relacionado à implementação da Reforma Tributária. A proposta está entre os temas discutidos no âmbito do Fórum Pix e pode envolver a separação e o direcionamento de valores relacionados à operação e aos tributos. A agenda também contempla a possibilidade de ampliar o uso do Pix em operações internacionais. O BC avalia conexões com sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições, tanto por meio de conexões bilaterais quanto de estruturas multilaterais. Também aparece entre as frentes de evolução o Pix em garantia, que está sendo estudado pelo Banco Central. Esses projetos, entretanto, possuem diferentes níveis de desenvolvimento e não representam funcionalidades já disponíveis para todos os usuários. BC discute uso do campo de mensagens do Pix Além das novas funcionalidades, o Banco Central passou a discutir o uso inadequado do campo destinado à descrição das transações. Segundo a autoridade monetária, o espaço foi criado para que o pagador registrasse informações objetivas relacionadas ao pagamento. Entretanto, o BC identificou situações em que o campo passou a ser utilizado para o envio de mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, inclusive associadas a transferências de valores reduzidos. Diante desse cenário, foi criado em 2026 um grupo de trabalho no âmbito do Fórum Pix, com participação de associações representativas do sistema de pagamentos. O objetivo é avaliar alternativas para preservar a finalidade original do recurso e a experiência dos usuários. Após a conclusão das discussões, o Banco Central poderá avaliar a necessidade de estabelecer medidas regulamentares para impedir ou restringir o uso inadequado do campo de mensagens. Alertas de golpe podem ganhar padrão nacional Outro tema em avaliação pelo BC é a forma como as instituições financeiras alertam os clientes sobre possíveis golpes durante uma transferência via Pix. Algumas instituições já utilizam mecanismos próprios para identificar operações consideradas suspeitas e apresentar alertas ao usuário antes da conclusão da transação. Atualmente, porém, os critérios e formatos dessas comunicações podem variar entre as instituições. O Banco Central informou que discute o assunto com o mercado dentro do Fórum Pix. A intenção é estabelecer uma experiência mais uniforme para os usuários. Entre as possibilidades está a definição de critérios mínimos para a emissão dos alertas e padrões para o envio das mensagens aos clientes. A eventual padronização ainda depende das discussões e das medidas que vierem a ser adotadas pelo BC. Contestação de Pix já pode ser feita de forma simplificada O relatório também destaca mudanças relacionadas à segurança e à contestação de transações. Desde outubro de 2025, as instituições financeiras passaram a disponibilizar uma funcionalidade que permite contestar determinadas operações por meio de um botão específico. A ferramenta foi criada para facilitar o processo de contestação e reduzir a necessidade de interação humana para iniciar o procedimento. A medida integra o conjunto de mecanismos desenvolvidos para tratar situações de fraude e golpes envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos. A evolução dos mecanismos de segurança ocorre paralelamente à expansão do Pix e ao aumento do volume financeiro movimentado pela ferramenta. O que as mudanças podem significar para empresas A expansão das funcionalidades do Pix amplia o número de situações em que o sistema pode ser incorporado às rotinas financeiras das empresas. As possibilidades de novas modalidades de cobrança, pagamento de duplicatas e integração com mecanismos relacionados à Reforma Tributária podem exigir acompanhamento por áreas financeira, fiscal e contábil. Empresas
Ela perdeu o emprego, comprou uma máquina de costura sem saber usar e criou um negócio para ensinar outras mulheres
De desempregada a dona de ateliê, a empreendedora Agnes Martins transformou a paixão pela costura em negócio e inspira outras mulheres Após perder o emprego, Agnes Martins comprou uma máquina de costura sem saber utilizá-la. Hoje, mantém um ateliê, o Agnes Rasta, em São Paulo, e vende materiais, oferece cursos presenciais e online e ajuda alunas a empreender com a moda. Antes de tirar o negócio do papel, Martins passou por áreas como telemarketing e contabilidade. Ao ficar sem emprego, decidiu investir em uma nova habilidade. A paixão pela moda sempre existiu, mas foi o desemprego que a levou a transformar o interesse pela costura em um negócio. Sem experiência na área e com poucos recursos para investir, ela usou R$ 600 e comprou uma máquina de costura apostando que poderia produzir ecobags. Hoje, seu ateliê reúne costura criativa, cursos presenciais, venda de materiais e uma comunidade de mulheres que encontram na costura uma oportunidade de produzir e gerar renda. Conhecida nas redes sociais como Agnes Rasta, a empreendedora conta que a principal inspiração veio de dentro de casa, de sua mãe, que também era costureira e a criou trabalhando com crochê. De aluna à professora Martins fez cursos de costura para aprender. O seu desempenho chamou a atenção dos professores e, pouco tempo depois, passou a auxiliar colegas de turma até descobrir uma nova vocação: ensinar. Hoje, além de produzir peças autorais, ela acompanha de perto o desenvolvimento das alunas, respeitando o ritmo e o perfil de cada uma. Um pacote com quatro aulas custa cerca de R$ 377 na Agnes Rasta. Um comentário que virou combustível Ao longo da jornada, a empreendedora também enfrentou episódios de preconceito. Um deles aconteceu durante um curso de costura, quando decidiu utilizar uma máquina eletrônica. Segundo Martins, uma professora perguntou por que ela estava sentada naquele equipamento e afirmou que ela nunca teria dinheiro para comprar uma máquina daquele tipo. A resposta veio com o tempo: atualmente, o ateliê conta com seis máquinas eletrônicas. “Essa situação me marcou muito, mas também me deu força para continuar. Aprendi que não preciso provar nada para ninguém. Preciso provar para mim mesma que não sou aquilo que as pessoas pensam”, diz ela. Ateliê reúne ensino, loja e comunidade O negócio cresceu e passou a oferecer mais do que aulas de costura. O espaço também funciona como loja especializada em materiais para iniciantes e artesãos. Segundo Martins, a ideia é orientar os clientes para que comprem apenas o necessário e evitem desperdícios. Além das aulas presenciais, Martins encontrou nas redes sociais uma forma de expandir o negócio. Ela passou a oferecer cursos online e hoje reúne alunas de diferentes estados brasileiros e até de outros países. A empreendedora soma mais de 20 mil seguidores no Instagram. “Quando você trabalha nas redes sociais, consegue alcançar muito mais pessoas. Tenho alunas que moram fora do Brasil e acompanham todas as aulas.” Sonho é ampliar o acesso ao empreendedorismo feminino Apesar das dificuldades financeiras e dos obstáculos enfrentados no início da carreira, Martins afirma que o maior reconhecimento conquistado foi o respeito dentro do setor. Agora, ela pretende expandir ainda mais o trabalho para incentivar outras mulheres a empreenderem por meio da costura. “Quero que mais mulheres tenham acesso ao meu trabalho e possam tecer seus próprios sonhos, empreender, ser felizes e encontrar mais leveza na vida. Esse é o meu futuro”. Veja a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Empresas medem produtividade da forma certa?
A forma de avaliar a produtividade está mudando! Com o trabalho híbrido e a digitalização, medir desempenho apenas pelo tempo na frente do computador já não é suficiente.👉 Descubra como focar na qualidade das entregas e no impacto gerado para sua organização!📈 Confira as melhores práticas e como adaptar sua gestãoProdutividade no trabalho: por que empresas estão mudando seus critérios de avaliação Especialistas apontam que indicadores de desempenho, qualidade das entregas e bem-estar dos colaboradores são mais eficazes do que controle excessivo de jornada. A forma como as empresas avaliam a produtividade dos colaboradores está mudando. Em um cenário marcado pelo avanço do trabalho híbrido, da inteligência artificial e da digitalização das rotinas, especialistas defendem que medir desempenho apenas pelo tempo em frente ao computador ou pela quantidade de horas trabalhadas já não reflete a real contribuição dos profissionais para os resultados do negócio. O debate ganhou força nos últimos anos, especialmente após a consolidação do home office e a mudança da escala 6×1. Embora muitas empresas tenham adotado ferramentas para monitorar a atividade dos funcionários, especialistas em gestão de pessoas afirmam que produtividade está mais relacionada à qualidade das entregas, ao cumprimento de metas e ao impacto gerado para a organização do que ao controle constante da jornada. Monitoramento não significa produtividade O avanço das tecnologias de monitoramento permitiu que empresas acompanhassem desde o tempo de uso de aplicativos até acessos ao e-mail corporativo e ao navegador durante o expediente. Apesar disso, especialistas alertam que essas ferramentas, quando utilizadas isoladamente, podem gerar uma falsa percepção de produtividade. Em vez de aumentar o desempenho, o excesso de vigilância tende a reduzir o engajamento, elevar os níveis de estresse e comprometer a confiança entre empresas e colaboradores. O foco deve estar nas entregas Para especialistas em gestão, empresas que adotam indicadores claros de desempenho conseguem avaliar melhor a produtividade das equipes. Entre os critérios mais recomendados estão: A avaliação baseada em resultados também favorece modelos híbridos e remotos, nos quais o tempo de permanência conectado nem sempre representa maior produção. Home office exige novos indicadores A discussão também envolve o trabalho remoto. Especialistas afirmam que muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para definir métricas adequadas para equipes que atuam fora do escritório. Em vez de controlar horários, a recomendação é estabelecer objetivos claros, acompanhar indicadores de desempenho e manter uma comunicação frequente entre gestores e colaboradores. Segundo eles, organizações que conseguem alinhar expectativas e oferecer autonomia tendem a obter melhores resultados do que aquelas que priorizam apenas o monitoramento das atividades. Jornada menor também pode aumentar a produtividade Outro tema que vem sendo discutido é a relação entre carga horária e desempenho. Estudos sobre redução da jornada indicam que menos horas de trabalho nem sempre significam menor produção. Em muitos casos, colaboradores descansados apresentam maior concentração, cometem menos erros e conseguem entregar resultados mais consistentes. Especialistas destacam que produtividade está ligada à eficiência, e não simplesmente ao número de horas trabalhadas. Gestão baseada em confiança Para consultores de recursos humanos, o modelo mais eficiente combina metas objetivas, autonomia e acompanhamento contínuo do desempenho. Nesse contexto, o papel da liderança também muda. Em vez de fiscalizar permanentemente os colaboradores, gestores passam a atuar como facilitadores, oferecendo suporte, eliminando obstáculos e acompanhando o desenvolvimento das equipes. A tendência é que indicadores quantitativos sejam complementados por avaliações qualitativas, considerando aspectos como inovação, colaboração e capacidade de adaptação. Produtividade vai além dos números Especialistas ressaltam que produtividade não deve ser confundida com ocupação constante ou excesso de horas trabalhadas. Um profissional pode permanecer conectado durante todo o expediente e, ainda assim, produzir menos do que outro que trabalha com foco, organização e autonomia. Com a transformação digital e o avanço das novas formas de trabalho, cresce o consenso de que medir produtividade exige olhar para os resultados entregues, o valor gerado para o negócio e a sustentabilidade do desempenho no longo prazo, em vez de apenas monitorar o tempo gasto em cada atividade. Debate sobre a escala 6×1 reforça discussão sobre produtividade A forma de medir produtividade também ganhou espaço nas discussões sobre a possível redução da jornada de trabalho no Brasil. No Congresso Nacional, propostas que tratam do fim da escala 6×1 e da adoção de modelos mais flexíveis reacenderam o debate sobre a relação entre horas trabalhadas e desempenho. Defensores das mudanças argumentam que jornadas mais equilibradas podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir afastamentos por problemas de saúde e aumentar a produtividade, desde que as empresas invistam em gestão por resultados e reorganização dos processos. Estudos nacionais e internacionais apontam que equipes com maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional tendem a apresentar mais engajamento, menor índice de rotatividade e menos erros operacionais. Por outro lado, representantes do setor empresarial defendem que eventuais mudanças na jornada devem considerar as particularidades de cada segmento econômico, especialmente em atividades que dependem de atendimento contínuo ao público. Nesse cenário, especialistas afirmam que a discussão sobre a escala 6×1 evidencia uma mudança de paradigma: cada vez mais, produtividade deixa de ser medida pelo número de horas trabalhadas e passa a ser avaliada pela capacidade de entregar resultados, inovar e gerar valor para as organizações. Com informações da Forbes
Comissão Especial do Idoso encerra ciclo de reuniões com debate sobre saúde: dos desafios públicos à importância dos exercícios cognitivos
Em reunião na última quinta-feira, 6 de agosto, a Comissão Especial do Idoso, criada pelo vereador Faouaz Taha na Câmara de Jundiaí, teve seu ciclo de debates encerrado com discussões sobre saúde, desde os desafios da rede municipal em atender o processo de envelhecimento como um todo até alertas sobre a importância de exercícios cognitivos e atenção a diversos aspectos da saúde dos idosos. A Casa contou com a presença de especialistas e da população que esclareceu dúvidas. “Como eu sempre digo, não temos uma bala de prata para resolver todos os problemas. Mas precisamos provocar e incluir a pauta do envelhecimento em toda discussão, seja para pensarmos mais centros de convivência para os idosos, meios de promoção de qualidade de vida e formas de combater a sobrecarga ao sistema de saúde”, afirma o vereador Faouaz que é autor de diversas leis em prol dos idosos, como a que mudou a imagem do pictograma para sinalização de 60+; alertas sobre golpes digitais e campanha municipal sobre quedas. Durante a roda de conversa, o secretário de Saúde, Flávio Amorim, destacou os serviços da rede existentes, como o programa ‘Melhor em Casa’; ‘Ambulatório de Geriatria’, Centro de Convivência e ações desenvolvidas na atenção primária à saúde. Flávio ainda afirmou que o município está criando uma linha de Cuidado da Pessoa Idosa para reunir profissionais de diferentes áreas e reforçar o atendimento integrado a essa população. Professora da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Marília Jesus Batista apresentou dados de pesquisa sobre a relação do estado nutricional e o número de dentes na fragilidade dos idosos usuários da rede primária de saúde na cidade. A geriatra Karen Eloise de Andrade Forner abordou as políticas públicas necessárias para que idosos tenham acesso aos serviços de saúde integrados, com atenção também à convivência, esporte e saúde mental. A roda de conversa ainda contou com a presença da presidente do Conselho Municipal do Idoso, Roseli Maestrello, que trouxe a perspectiva dos cuidados a longo prazo, necessários ao envelhecimento, com alertas para solidão e abandono, perda de autonomia e riscos de violência. Pedagoga, Clara Magalhães orientou sobre a importância dos exercícios cognitivos para preservação da memória, atenção, linguagem, percepção, planejamento e tomadas de decisão por parte dos idosos. E o assessor de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, Albino Miazzo, fez um panorama das demais reuniões realizadas pela Comissão, com pedido para que os setores público e privado olhem para a população idosa, ativa e essencial ao município. O vereador Henrique Parra Parra também compareceu à reunião. Segundo Faouaz, um relatório final será elaborado para que projetos de lei e políticas públicas considerem os pontos de todas as reuniões da comissão na elaboração de novas medidas acerca do tema.