Entre cálculos, terreno e disciplina, Sun Tzu oferece uma leitura estratégica para quem quer investir sem brigar com cada movimento de mercado Mariana Pavão 11 de julho de 2026 A máxima de Sun Tzu atravessa o tempo: “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Repetida há mais de 2,5 mil anos, de oriente a ocidente, esta breve lição pode também ser, de forma surpreendente, útil para pensar investimentos. https://d4be543b059090c72df6f64a30b5817c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html A Arte da Guerra é um dos livros mais finos de qualquer prateleira de clássicos, mas o tamanho engana. Este antigo tratado militar chinês atravessou o mundo como referência para líderes, gestores, esportistas, estrategistas e, por que não, investidores. No mercado, o campo de batalha é outro. Não há soldados nem espadas, mas há estratégias, posições, riscos e capital exposto. Embora não haja sangue, ver o capital no vermelho já é motivo suficiente para tratar a preservação como parte da batalha. Continue lendo para entender como a lógica milenar de Sun Tzu pode ajudar na sua forma de investir. Antes da batalha, faça os cálculos CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “O general que vence uma batalha faz muitos cálculos no templo antes que a luta seja travada.” Antes de falar de ataques, manobras ou exércitos, Sun Tzu trata de cálculos. Para ele, a guerra é decidida antes de começar e a ignorância é a forma mais cara de derrota. Leia Também PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR ‘Apostar faz você perder dinheiro’: governo federal determina novas regras para publicidade de bets MELHOR SER TEMIDO… ‘O Príncipe’ dos investimentos: como Maquiavel ajuda a pensar patrimônio e estratégia No tratado, ele apresenta as “cinco constantes” da estratégia — a via (ou Tao), o clima, o terreno, o general e o método. Nos investimentos, a premissa é similar: Sun Tzu também diz que “se conheces o inimigo e te conheces, não precisas temer o resultado de cem batalhas”. Benjamin Graham, pai do value investing, tem uma frase com o mesmo espírito: “o principal problema do investidor — e até seu pior inimigo — provavelmente é ele mesmo”. Se conhecer é ter clareza dos objetivos, ter disciplina e saber o próprio limite de risco para evitar decisões impulsivas. Já conhecer o “inimigo” também significa compreender as armadilhas de valor, os ruídos, FOMO e pânico geral do mercado. O general ensina que o inimigo quase sempre dá sinais antes de agir; o problema é que nem todos sabem observá-los. No campo de batalha, esses sinais apareciam no movimento de tropas, pássaros, poeira e terreno. Já no mercado, os sinais de riscos podem aparecer na euforia coletiva, valuations esticados ou nas manchetes enviesadas. A informação útil costuma ser maior do que parece; o que varia é a disciplina de quem observa o inimigo com atenção. A vitória vem antes da luta “O estrategista vitorioso busca a batalha somente depois que a vitória já foi conquistada.” Para o mestre chinês, a invencibilidade depende de nós; a vitória, do adversário. O bom estrategista não entra em qualquer combate — ele só avança quando a configuração já está a seu favor. Nos investimentos, isso se aproxima da ideia de assimetria ao buscar operações em que o potencial de ganho supera o risco assumido. É a própria essência da margem de segurança, conceito central do value investing, que defende a compra de ativos com uma folga entre o valor intrínseco e seu valor de mercado. Essa diferença não elimina riscos, mas ajuda a proteger o investidor. George Soros, megainvestidor bilionário, sintetizou essa disciplina ao dizer: “não importa se você está certo ou errado, mas quanto ganha quando está certo e quanto perde quando está errado”. Da mesma forma, Seth Klarman resumiu que é preciso “espaço para estar errado”. A posição deve ser montada para sobreviver ao erro, buscando a vitória antes da luta. Investir de forma inteligente não é estar sempre certo, mas impedir que os erros custem caro demais e permitir que os acertos tenham espaço para multiplicar o capital. Aqui, vale aproximar a ideia de outro conceito da tradição chinesa: o wuwei, ou “ação sem ação”. Não se trata de passividade, mas de agir com tanta fluidez e preparo que o movimento parece natural, sem esforço desmedido. O guerreiro sábio evita a batalha “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.” Sun Tzu não romantiza a guerra. Pelo contrário, ele afirma que o combate custa caro, desgasta o reino e destrói vidas e, por isso mesmo, a precisão estratégica é necessária para evitar confrontos desnecessários. Nos investimentos, vencer sem lutar significa evitar batalhas inúteis. Tentar prever cada pregão, girar a carteira a cada notícia, comprar por ansiedade e vender por pânico são formas de desperdiçar capital, tempo e energia mental. John Bogle, fundador da Vanguard, ficou conhecido pelo seu mantra “mantenha o curso”. Para o investidor, essa talvez seja uma das traduções mais práticas de Sun Tzu: ter uma estratégia clara o suficiente para não precisar reagir a cada ruído. A paciência é outro trunfo valioso; como defende Warren Buffett, “a inatividade é um comportamento inteligente”. Isso pode soar contraintuitivo, já que o mercado parece premiar quem sempre faz mais: lê mais relatórios, faz mais apostas, gira mais a carteira e tenta explorar cada oportunidade. Mas Sun Tzu diria que o excesso de ação esgota recursos. https://d4be543b059090c72df6f64a30b5817c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html E quando a batalha for inevitável? Sun Tzu aconselhava a “buscar a vitória rápida. Se a vitória tarda, as armas se embotam e o ardor se gasta”. Nos investimentos, o desgaste aparece ao insistir em teses que já se provaram erradas. É preciso rapidez no tempo de reação para estancar perdas, o famoso stop loss fundamentalista. O investidor deve buscar aceitar o erro e mover o capital rapidamente para onde há assimetria. Ler Sun Tzu hoje vale a pena porque ele estimula um tipo específico de pensamento: calmo, sistêmico, analítico, paciente e desconfiado de ações precipitadas. Em tempos de imediatismo, telas piscando e opiniões em tempo real, A Arte da Guerra é um antídoto à impulsividade. Avaliar antes de agir, conhecer antes de se mover, esperar antes de atacar e, sempre que possível, vencer sem lutar. Para investidores, talvez a grande lição esteja justamente na economia de energia. A melhor carteira não é necessariamente a mais brilhante,
💡 Como liberar créditos de ICMS via Justiça
⚖️ Empresas que acumulam créditos de ICMS ou identificam pagamentos indevidos podem recorrer ao Judiciário para recuperar valores.Essa medida pode ser um reforço significativo no caixa, mas exige planejamento e documentação adequada! 🔍 Quando recorrer à Justiça?O ICMS é um tributo estadual e, em várias situações, o contribuinte acumula créditos que não consegue utilizar. Os casos mais comuns incluem:1️⃣ Pagamento de ICMS maior do que o devido;2️⃣ Créditos acumulados de operações de exportação;3️⃣ Benefícios fiscais não reconhecidos;4️⃣ Discussões sobre a legislação estadual;5️⃣ Recuperação de valores de decisões judiciais favoráveis. 📑 Como funciona a recuperação judicial?A Justiça pode autorizar a recuperação dos créditos, mas a utilização depende do trânsito em julgado da decisão. Para créditos federais, é necessário solicitar habilitação na Receita Federal antes da compensação. 📲 Como solicitar o crédito?Após a habilitação, utilize o PER/DCOMP via Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). 📝 Documentação é essencial!A recuperação exige um levantamento detalhado da documentação fiscal e contábil, como notas fiscais e livros fiscais. 🔍 Planejamento reduz riscos!Avalie a viabilidade jurídica, custos e impactos fiscais antes de entrar com a ação. Auditorias tributárias periódicas ajudam a identificar créditos desperdiçados. 👉 Para mais detalhes, acesse: https://fcont.com/w/70807
Empresas aceleram adequações para fase de testes da Reforma Tributária
Atualização de sistemas, revisão de processos e treinamento das equipes estão entre as principais medidas adotadas para a transição ao novo modelo de tributação. A fase de testes da Reforma Tributária já mobiliza empresas de todos os portes, que correm para adaptar sistemas, processos e documentos fiscais antes da implementação gradual do novo modelo de tributação sobre o consumo. Embora a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) comece de forma simbólica em 2026, especialistas alertam que a preparação deve começar desde já para evitar falhas operacionais e garantir conformidade com as novas exigências. A etapa de testes marca o início da transição para o IVA dual brasileiro e tem como objetivo validar processos, sistemas e a emissão de documentos fiscais antes da entrada em vigor definitiva da reforma. Empresas terão novas obrigações já em 2026 Apesar de a cobrança inicial ter caráter apenas experimental, as empresas já terão mudanças práticas em suas rotinas fiscais. A partir de agosto de 2026, a emissão de documentos fiscais eletrônicos passará a exigir o preenchimento obrigatório dos campos destinados às alíquotas da CBS e do IBS. A medida permitirá que os sistemas da administração tributária e das empresas sejam testados em ambiente real antes da implantação definitiva do novo modelo. Especialistas destacam que essa fase possui caráter pedagógico. A alíquota aplicada em 2026 será simbólica e não resultará em aumento efetivo da carga tributária, servindo apenas para validar a operacionalização da reforma e identificar eventuais inconsistências nos sistemas e processos fiscais. Para apoiar esse processo, a Receita Federal disponibilizou um ambiente específico para simulações e testes técnicos, enquanto o Comitê Gestor do IBS vem publicando diretrizes para orientar empresas, desenvolvedores de software e profissionais da área tributária durante a implementação das novas regras. Adaptação vai além dos sistemas Embora a atualização dos sistemas de gestão (ERPs) seja uma das principais preocupações das empresas, especialistas ressaltam que a adequação envolve uma revisão muito mais ampla dos processos internos. Entre as principais providências estão: Além da adaptação tecnológica, as empresas também são orientadas a realizar simulações para avaliar os impactos da reforma sobre custos, fluxo de caixa e operações comerciais. Cronograma prevê transição até 2033 A implementação da Reforma Tributária ocorrerá de forma gradual, permitindo que empresas e administrações tributárias se adaptem ao novo sistema. O cronograma definido prevê: Empresas ainda aceleram os preparativos Levantamentos realizados por consultorias apontam que, apesar do avanço da regulamentação, muitas empresas ainda se encontram em estágio inicial de preparação. Uma pesquisa da KPMG mostra que parte significativa das organizações ainda trabalha na avaliação dos impactos da reforma e na definição de planos de implementação. Entre os principais desafios apontados estão a complexidade da transição, a necessidade de investimentos em tecnologia e a escassez de profissionais especializados. O cenário preocupa porque a transição exigirá que empresas operem simultaneamente com o sistema tributário atual e o novo modelo durante os primeiros anos da reforma, aumentando a complexidade das rotinas fiscais. Empresas enquadradas no Simples Nacional e no Lucro Presumido também precisarão se preparar para a fase de testes da Reforma Tributária. Apesar de o Simples manter seu regime diferenciado e de o Lucro Presumido seguir regras próprias durante a transição, ambos deverão adequar seus sistemas para a emissão de documentos fiscais com os novos campos da CBS e do IBS, além de acompanhar as mudanças operacionais previstas para os próximos anos. Especialistas alertam que a adaptação antecipada é fundamental para evitar inconsistências fiscais e garantir a correta integração com o novo modelo tributário.
Aplicações financeiras e Imposto de Renda
IMPOSTO DE RENDA Conheça os principais investimentos e suas peculiaridades fiscais. Depois de tantos episódios, sem dúvida, já fiz alguma abordagem, ainda que superficial, do tema. Desta feita, apresento com mais detalhes um rol dos principais investimentos e aplicações financeiras disponíveis e suas peculiaridades na tributação, incluindo o operacional e dicas para evitar qualquer problema com o fisco. Se tiver críticas ou sugestões, é só entrar em contato (pilulas@doutorir.com).
Simples Nacional e MEI: o que os dados mostram sobre os regimes
Entenda como os dados da Receita Federal revelam a realidade dos regimes simplificados e os impactos no sistema tributário brasileiro.🔍 O Simples Nacional foi criado para facilitar a formalização de pequenos negócios, enquanto o MEI promove a inclusão de trabalhadores autônomos. Ambos enfrentam debates sobre benefícios tributários e previdenciários.💡 Em 2023, a alíquota média do Simples Nacional foi de 8,1%, enquanto o lucro presumido e real apresentaram médias de 6,6% e 6,2%, respectivamente. Isso mostra que o enquadramento simplificado não é sempre a melhor opção tributária.📈 O MEI cresceu de 5,06 milhões para 10,28 milhões de empreendedores desde 2018, com receita bruta passando de R$ 119,7 bilhões para R$ 311 bilhões.✅ Dados indicam que 65,4% das empresas do Simples Nacional estão nas melhores categorias de conformidade tributária, superando outras categorias.⚖️ O debate sobre renúncia tributária e o impacto dos pequenos negócios na economia é essencial, especialmente com a reforma tributária em andamento.👩💼 Para contadores, isso reforça a importância de análises técnicas e estratégicas para apoiar empreendedores.👉 Saiba mais sobre o tema e seus impactos: https://fcont.com/w/70831
⚽ FIFA e o prejuízo contábil dos países sedes!
A Copa do Mundo é um motor financeiro para a FIFA, mas os países sede enfrentam custos altos que superam os ganhos.💰 Socialização de custos e privatização de lucros: Os países arcam com 100% dos custos de infraestrutura, enquanto a FIFA retém as receitas.🏟️ Os “Elefantes Brancos”: Estádios construídos em cidades sem mercado local geram custos permanentes.📉 Desvio de investimento público: Recursos essenciais são direcionados a projetos esportivos, em vez de áreas como saúde e educação.🌍 Retornos intangíveis: Apesar do prejuízo, os governos justificam o investimento por benefícios como infraestrutura e projeção de imagem.📈 Faturamento da Copa: A FIFA arrecadou cerca de US$ 7,5 bilhões na Copa de 2022, com projeções de US$ 11 bilhões para 2026!📜 Estratégia tributária: A FIFA goza de isenções fiscais nos países sede, enquanto o fisco local arrecada sobre empresas terceirizadas e consumo dos turistas.👉 Descubra mais sobre esse tema complexo e suas implicações: https://fcont.com/w/70644
🔍 CNPJ com letras: quem será afetado e o que muda!A partir de julho de 2026, novas empresas no Brasil poderão ter um CNPJ alfanumérico, com letras e números! 📈 Essa mudança da Receita Federal é uma das maiores alterações cadastrais dos últimos anos e requer atenção de todos os envolvidos.
🔑 Principais pontos: 💡 Para mais detalhes e para se preparar para essa mudança, acesse: https://fcont.com/w/70618